Euro’2012 – Grupo A: Crónica do jogo Rússia – Rep. Checa (4-1)

Sabendo que o jogo inaugural do Grupo A, e também da competição, tinha terminado empatado a uma bola, as selecções da Rússia e da Rep. Checa entraram em campo dispostas a somar uma vitória e 3 pontos, que dariam a liderança isolada do agrupamento.

Euro 2012_1.jpgOs checos, conotados com o título de pior equipa do Grupo A, entraram ao ataque e durante os primeiros 15 minutos dominaram a situação, acreditando que poderiam chegar ao primeiro golo e a um triunfo surpreendente.

Vendo que a Rep. Checa era um perigo constante, a formação russa “acordou”, decidiu que o tempo das experiências e dos jogos amigáveis tinha terminado e partiu para uma exibição de luxo, bastante convincente.

Aos 17 minutos, na segunda jogada de perigo da Rússia, a formação orientada pelo holandês Dirk Advocat inaugura o marcador, por intermédio de Dzagoev, depois de um cruzamento da ala direita de Zyryanov e de um remate de Kerzhakov ao poste da baliza de Cech.

Pouco depois, a formação russa aumenta para 2-0, com um golo de Shirokok, que teve “nervos de aço” para evitar a grande “mancha” do guardião checo e fazer a bola passar por cima do seu corpo, indo-se anichar no fundo das redes checas.

A equipa de Cech e Baros tentava reagir ao infortúnio, mas Andrey Arshavin estava “endiabrado” e dava um grande recital de bom futebol no relvado do Estádio Municipal de Wroclaw, não permitindo qualquer jogada mais afoita dos homens da Rep. Checa.

Até ao intervalo, a Rússia teve inúmeras oportunidades para aumentar a diferença, mas chegou ao tempo de descanso a vencer “apenas” por 2-0, graças a um futebol bonito, recheado de grandes primores técnicos e bastante velocidade; entusiasmante para qualquer adepto de futebol.

No início da segunda parte, a Rússia entrou novamente “adormecida” e entregou o domínio do jogo à Rep. Checa, que assim que se viu “solta” começou a acercar-se com perigo da baliza do guardião Malafeev.

Aos 52 minutos, e após um passe de ruptura de Plasil, o médio Pilar consegue ficar na “cara” do guardião russo, completamente solto, tendo tempo para o contornar e rematar calmamente para o fundo das redes desertas.

O jogo permaneceu equilibrado até aos 75 minutos, altura em que a Rússia voltou a assumir o controlo dos acontecimentos, talvez temendo pelo “forcing” final da equipa checa, que ganhava cada vez mais confiança.

Imprimindo uma velocidade estonteante e um futebol bem “rendilhado”, a equipa russa aumentou para 3-1, aos 79 minutos, por intermédio de Dzagoev (que fez assim o primeiro “bis” da competição) e fechou a contagem a 8 minutos do fim, com um golo de Pavlyuchenko; um golo não, uma “obra-prima”, pois o jogador russo, em plena grande-área, finta dois defesas contrários e remata em arco pelo “buraco da agulha”, fazendo um golo de belo efeito.

Uma noite de gala para a equipa da Rússia, que só não “cilindrou” a Rep. Checa porque optou por descansar durante grande parte da segunda metade, dando a iniciativa de jogo ao seu adversário, que não soube, ou não teve argumentos para, aproveitar o adormecimento russo.

Jornalista: João Miguel Pereira

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