Rip Curl Pro Search: Australianos dominam por completo Quartos-de-Final da prova portuguesa

Os surfistas australianos Mick Fanning, Joel Parkinson, Bebe Durbidge e Owen Wright apuraram-se esta tarde para as Meias-Finais do Rip Curl Pro Search, prova que se disputa desde o passado dia 16 na Praia Super-Tubos, em Peniche.

Nos Quartos-de-Final, o líder mundial derrotou o norte-americano Tim Reyes, enquanto os seus compatriotas afastaram da competição os também americanos Bobby Martinez e Damien Hogbood, e o sul-africano Jordy Smith.

Com estes resultados, a questão do título ainda não ficará resolvida nesta 9ª Etapa do Circuito Mundial, pois Fanning e Parkinson ainda estão em prova; e para o ceptro mundial ser entregue em Portugal, um deles teria que perder nas rondas iniciais e o outro apurar-se para as Meias-Finais.

Depois da competição de Peniche, os melhores surfistas do Mundo terão um pequeno período de descanso, antes de se lançarem às ondas havaianas, palco da Billabong Pipeline Masters, última etapa do ASP, que se disputa de 8 a 20 de Dezembro.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Taça do Mundo de Surf: Tiago “Saca” Pires consegue um 3º lugar no Quicksilver Pro France

O surfista português Tiago “Saca” Pires conseguiu um excelente 3º lugar no Quiksilver Pro France, 7ª etapa da Taça do Mundo de Surf.

Depois de bater nos Quartos-de-Final o campeão dos campeões, o norte-americano Kelly Slater, “Saca” não se conseguiu impor ao australiano Mick Fanning, sendo eliminado nas Meias-Finais da prova francesa.

O português obteve 12,33 pontos em duas ondas que não lhe correram nada bem, enquanto o australiano fez 17,43 pontos, graças a um “tubo” na 1ª onda.

Mesmo assim, Tiago “Saca” Pires consegue igualar a sua melhor classificação numa prova da World Tour (também já tinha sido 3º em Bali 2008) e subir 10 posições no ranking mundial.

A terminar, refira-se que a competição foi ganha pelo “carrasco” do português, que na Final derrotou por 16,66 – 12,87 o compatriota Bede Durbidge.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Surf: Brasileiro William Cardoso vence o Azores Island Pro

O surfista brasileiro William Cardoso venceu o Azores Island Pro, depois de derrotar na Final o compatriota Jadson André por 13-11.

Após a prova, William revelou ao Jornal A Bola que estava “muito satisfeito com a vitória em águas lusas”, acrescentando que “os primeiros seis meses de 2009″ não lhe correram “nada bem”.

O brasileiro disse também que nas provas anteriores “só passava uma ou duas baterias” e que nunca tinha ido “além de um terceiro lugar”.

No final das suas declarações, William admitiu ainda que no Sábado, depois de se apurar para as Meias-Finais, sonhou “com esta conquista”.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Surf: número de praticantes de fim-de-semana tem vindo a aumentar

Apesar da tão famosa crise que se vive em Portugal, o negócio do Surf está cada vez mais em expansão neste “cantinho à beira-mar plantado”.

Desde 2007 que a modalidade desportiva tem vindo a atrair praticantes, o que fez com que o número de escolas tenha aumentado significativamente.

Em Portugal, um dos “locais de culto” para se fazer Surf é a praia de Carcavelos porque, segundo Tiago, um jovem praticante de apenas 12 anos, este local “tem ondas grandes e complicadas, o que torna a coisa muito emocionante”.

Ao CM, o jovem explicou que “os exercícios na areia são imprescindíveis para quem quiser fazer boas ondas”, acrescentando também que “é muito custoso ficar na areia tanto tempo a «ginasticar», mas entrar na água «frio» e ter uma lesão grave ainda é pior”.

Ao contrário dos “posers”, Tiago faz Surf pelo prazer que lhe dá, não se preocupando com o estilo ou com as miúdas.

Já Tomás Oliveira e Vasco Narciso, de 12 e 13 anos, respectivamente, assumem que “isto do Surf até dá jeito com as miúdas”, por causa “do corpo sarado e da cor morena durante todo o ano”.

Mas, não são só as raparigas que os atraem à praia durante as férias e os fins-de-semana, é também a “sensação de liberdade, a sensação da onda”, considerando que “é um conceito difícil de ser explicado, mas que dá uma sensação muito boa”.

Os dois jovens adiantaram ainda que “fazer o drop, as curvas e as manobras é muito fixe; e aquela magia do vento a penetrar nos corpos é divinal”.

Depois de algumas ondas, Tomás explica que está na Escola de Carcavelos “há 6 anos”, depois do pai lhe ter feito uma surpresa enorme: ofereceu-lhe uma prancha no dia do aniversário.

“Era uma coisa que eu já queria há muito tempo”, começa por declarar o jovem, acrescentando logo de seguida: “a minha família sabia que eu era um rapaz desportista e capaz de vencer, por isso apoiaram-me desde o primeiro minuto, apesar da minha mãe estar sempre a dizer que assim que entro na água ela começa a ter dores de barriga”.

Já Vasco, jogava Futebol e Hóquei em Patins no Tires, mas as modalidades não lhe “davam gozo”, porque são “muito fáceis de praticar”.

“Queria uma coisa mais difícil”, explica Vasco, acrescentando que “por isso, optei por me inscrever no Surf. Falei com os meus pais e eles apoiaram-me no primeiro minuto”.

Apesar de ser um desporto muito conhecido em Portugal, os termos técnicos do Surf são todos em inglês e ainda não têm tradução para português, o que “complica a tarefa dos miúdos”, como explicou ao CM, Pedro Soares, antigo surfista e dono de uma escola de Surf.

O “professor” disse também que “existe uma percentagem considerável de alunos que não fica no Surf porque não percebe as regras, mas também há aqueles que vão para casa estudar muito e estão sempre a perguntar o que quer dizer isto e aquilo. Até há alunos que trazem livros técnicos e revistas com muita informação que não lhes devia interessar, pois essas informações são só para os experts. Querer saber de tudo é bom, mas também pode ser perigoso, pois eles vão querer fazer algo que só é feito pelos verdadeiros especialistas”.

Mas não é só em Carcavelos que se pratica Surf com alguma regularidade. Na Praia da Cabana do Pescador, na Costa da Caparica, Alexandra e Afonso Castelo Branco, mãe e filho, também costumam agarrar regularmente na prancha e no fato de borracha.

Apesar de ter cerca de 40 anos, Alexandra só começou a praticar este desporto há 2 meses, quando o filho “veio com uma conversa muito estranha sobre querer deixar o Surf”.

“Na altura não entendi bem aquela reacção, pois ele era maluco por Surf. Mas depois comecei a perceber que ele não se sentia bem em vir para a Praia com o irmão mais velho, por causa da diferença de idades [8 anos]. Além disso, vinham para aqui sempre amigos mais velhos e o Afonso não se sentia bem ao pé deles. Não sei se era alvo de gozo, mas desconfio que sim, apesar do irmão dizer sempre que não se passava nada. Mas o olhar do Afonso dizia tudo, e por isso passei a vir com ele. Ao princípio ainda ficava sentada na areia a ver, mas não tenho espírito para isso, pois sou uma mulher aventureira e activa, por isso decidi arriscar e comprei uma prancha para começar a praticar”, explicou a mãe do pequeno surfista.

Já Felipe e Felipa vêem juntos porque partilham o mesmo gosto pelo mar. São namorados e decidem aproveitar o fim do dia para ver o pôr do sol, praticar Surf e namorar um pouco, não necessariamente por esta ordem.

Felipe Vítor, de 34 anos, disse ao CM que “o surf é ideal para relaxar e perder peso. Para quem não gosta de ginásios e quer perder umas gordurinhas, é o exercício físico ideal”.

João Dias, outro dos praticantes de fim-de-semana, começou a fazer Surf na década de 90, mas no início não foi nada fácil, pois “não havia escolas” e por isso “tinha que se aprender uns com os outros”.

Desde o ano 2000 que as escolas de Surf têm vindo a aumentar, um facto que não espanta João: “Esse boom nos praticantes de Surf começou no ano 2000 por causa da telenovela “Morangos com Açucar”. Toda a gente sabe que os miúdos adoram essa telenovela, e como as personagens começaram a fazer Surf, toda a miudagem também quis fazer Surf. É só uma moda, que de certeza vai passar, pois quando começou a dar a novela New Wave com skaters, o número de praticantes de skate cresceu, assim como cresceu o número de cantores de rock depois do sucesso de Rebelde Way, mas agora vemos que há cada vez menos skaters e cantores. São modas, passam depressa”.

Novelas à parte, podemos dizer que João Dias tem uma escola de Surf desde 2005, a 7ª Essência: “Fiz esta escola a pensar no crescente de praticantes. Foi uma aposta que deu certo, pois o mercado é bom, há muita gente a praticar e dá para se viver bem”, explicou o ex-professor de Educação Física.

João reforçou ainda que Portugal só tem a ganhar se apostar na indústria do Surf, porque “há muito estrangeiro que vem para cá à procura de um pouco de sol e de desportos aquáticos, especialmente no Inverno. Não é nada de admirar, porque nós também vamos para o estrangeiro à procura de neve e de desportos alpinos”.

Pedro Madeira e Mariana Remelgado, proprietários do Aljezur Surf Camp, um projecto que alia o turismo à prática de Surf, partilham da mesma opinião.

“Em Julho e Agosto é turismo massivo: vêm muitas famílias, muitos espanhóis, e estrangeiros que têm residência fixa em Lisboa ou Porto, como ucranianos e até chineses.”, começou por dizer Pedro Madeira, acrescentando que “entre Setembro e Dezembro, Portugal é invadido por australianos, franceses e gente que quer ter outro conhecimento, ou outra técnica de Surf”.

Além disso, a Organização Mundial de Turismo aponta que a popularidade crescente dos praticantes de Surf no Mundo pode movimentar as economias dos países, especialmente aqueles que estão mais perto do mar, como é o caso dos EUA, da Austrália e de… Portugal.

Manuel Maia, dono da escola Surf Aventura, também considera que a indústria do Surf podia fazer crescer a economia portuguesa; no entanto, ao CM, “o professor de Matosinhos”, como é conhecido, quis apenas dizer que “o Surf é uma das modalidades mais espectaculares, quer para ensinar, quer para aprender. E uma forma de aliviar o stress e afogar as mágoas, já que a situação do país não está para brincadeiras”.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: CM

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Miss Sumol Cup: Praia Nova será palco da primeira prova exclusivamente feminina de Surf em Portugal

A Praia Nova será palco da primeira prova exclusivamente feminina de Surf em Portugal, a Miss Sumol Cup, que decorrerá de 28 de Agosto a 2 de Setembro.

Este evento irá juntar as maiores surfistas portuguesas e as melhores bodyboarders europeias, pois a competição contará para o Campeonato Nacional Feminino de Surf e para a Taça da Europa de Bodyboard.

A actual líder do ranking nacional é Joana Rocha com 875 pontos, graças às suas vitórias em Santa Cruz e no Porto, mas esta prova de Grau 2 dá à vencedora 750 pontos, o que poderá baralhar por completo a classificação geral.

Carina Duarte, a actual campeã nacional que ocupa a 2ª posição do ranking, declarou ao site SCN que espera “obter os 750 pontos, de modo a ultrapassar a Joana” e sagrar-se “bi-campeã nacional”.

Após a prova de Surf, nos dias 1 e 2 de Setembro, as melhores bodyboarders europeias juntam-se para disputar mais uma etapa do European Tour Bodyboard.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: SCN

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