Red Bull Air Race Championship: Bernd Loild desmente afirmações de Luís Filipe Menezes e Rui Rio

O anúncio de que Lisboa tinha sido a cidade escolhida para receber o GP Portugal da Red Bull Air Race Championship gerou uma onda de indignação na população do Porto.

Entre acusações mais ou menos graves, os presidentes de câmara de Vila Nova de Gaia e do Porto, respectivamente Luís Filipe Menezes e Rui Rio, defenderam que Lisboa não tinha condições para “sediar um evento tão importante como o Red Bull Championship”, algo que foi desmentido hoje por Bernd Loild, director-geral da empresa promotora do campeonato.

Em declarações ao Jornal Record, Loild referiu que “o Rio Douro já apresenta algumas limitações técnicas, pois os aviões estão muito mais capacitados e a corrida requer maior perícia”, acrescentando que “a foz do Tejo é muito maior que a do Douro, o que faz toda a diferença num evento deste tipo”.

As afirmações do director-geral da Red Bull foram feitas após um encontro com António Costa e Isaltino Morais, presidentes das duas autarquias que vão acolher os pilotos da Fórmula 1 dos ares.

A prova realiza-se no Rio Tejo, entre a Torre de Belém e a Ponte 25 de Abril, no primeiro fim-de-semana de Setembro. No local irão ser instaladas cerca de 40 câmaras de televisão que captarão todas as incidências deste espectacular campeonato.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Red Bull Air Race World Championship: Paul Bonhomme vence etapa de Barcelona e sagra-se campeão do Mundo

O piloto inglês Paul Bonhomme sagrou-se ontem campeão do Mundo da Red Bull Air Race Championship ao terminar a última etapa da prova (em Barcelona) na 1ª posição.

Mas, as coisas não foram fáceis para Bonhomme, pois o antigo campeão, Hannes Arch, deu bastante luta, acabando as Meias-Finais no 1º lugar.

Na Final, o novo campeão tentou o tudo-por-tudo e conseguiu ser o mais rápido, ao completar o circuito em apenas 1m22s87cs, beneficiando da penalização de 5 segundos dada a Arch, por ter rasgado um pórtico.

Se não fosse o “castigo” dado ao austríaco, a história teria sido completamente diferente, pois Arch fez a volta final em 1m27s04cs, o que significa que, tirando a penalização, o piloto do Tirol conseguia melhorar o tempo do inglês em 83 centésimos de segundo.

Depois de conhecidos os resultados, a equipa de Paul Bonhomme deu a boa notícia ao piloto, ainda este estava no ar.

Assim que soube que era campeão, o piloto inglês gritou “Obrigado Barcelona. Vocês são incríveis”, cerrando os punhos e fechando os olhos, mesmo estando aos comandos de um avião.

Em terra, Arch estava desolado, mas resignado, dizendo aos jornalistas presentes que tinha “tentado tudo para vencer, mas não deu”, dando depois os parabéns a Bonhomme e a toda a estrutura deste campeonato.

Além de Bonhomme e Arch, a temporada de 2009 teve mais pilotos em destaque, nomeadamente o australiano Matt Hall e o alemão Matias Dolderer. Os dois rookies protagonizaram excelentes espectáculos e conseguiram dar luta aos mais veteranos.

Aproveitando ter sido escolhida como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro apresentou à Red Bull Air Race uma proposta para sediar uma etapa da “Fórmula 1 dos aviões”, como já tinha acontecido em 2007 na Praia de Botafogo, onde esteve mais de 1 milhão de pessoas de olhos postos no ar.

As cidades escolhidas serão anunciadas apenas no mês de Dezembro, mas a organização deste campeonato já foi avançando que o Porto, San Diego (E.U.A.) e Abu Dhabi (E.A.U.) têm quase garantida a sua entrada na edição do próximo ano.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: Rádio Renascença

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Red Bull Air Race World Championship: Organização usa Falcoaria para afugentar gaivotas do Rio Douro

No passado fim-de-semana, para além da Red Bull World Championship, o Rio Douro foi palco de outra modalidade desportiva muito pouco conhecida: a falcoaria.

Este desporto, que nasceu há centenas de anos na Bélgica, consiste numa “luta psicológica” entre falcões e gaivotas. Para sermos mais concretos, podemos dizer que o desporto desenrola-se num espaço aéreo pré-definido onde se “juntam” várias gaivotas. O objectivo do jogo é afugentar o maior número destas aves, usando para isso, falcões.

No passado fim-de-semana, o Rio Douro recebeu o 1º Open Português de Falcoaria por 2 grandes motivos: dar a conhecer mais uma modalidade desportiva, e tentar “limpar” de gaivotas o percurso da etapa portuguesa da Red Bull World Championship, pois as pequenas aves costumam eleger o rio portuense e o Queimódromo do Porto como locais ideais para “passear”.

O vencedor foi Daniel Angueira, de 33 anos, da equipa espanhola Falcons Galicia, conseguindo afugentar mais de uma dezena de gaivotas.

De acordo com o perito em Falcoaria, “os falcões bons para esta modalidade têm que ser verdadeiros assassinos psicológicos, de modo a assustar as gaivotas e fazer com que elas saiam do local que pretendemos”, acrescentando que “se não usássemos o jogo psicológico, isto não tinha piada nenhuma e as gaivotas não levavam a sério os falcões”.

Angueira disse ainda que “há muitos anos” que pratica falcoaria: “Primeiro foi por uma brincadeira; depois como modo de vida, pois havia muitos aeroportos que me contratavam para afugentar as gaivotas; e por fim, como desporto”.

Para além dos falcões, a organização do Red Bull World Championship também contratou um helicóptero e instalou vários sistemas de áudio nos pórticos de competição, a fim de espantar definitivamente as aves.

Mesmo com toda esta preocupação em tirar as gaivotas do Rio Douro, a organização recebeu uma queixa do norte-americano Mike Mengold, que teve de se desviar de uma destas aves quando se preparava para fazer a sua qualificação. Com este “pequeno incidente” o piloto teve que “gastar” mais tempo no ar, sendo fortemente penalizado, pois não entrou na pista no “timming” certo.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: RR

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Red Bull Air Race World Championship: Paul Bonhomme vence etapa do Porto e aumenta vantagem no campeonato

O piloto inglês Paul Bonhomme venceu a 5ª Etapa do Red Bull Air Race World Championship, disputada na cidade do Porto, ao derrotar na Final o austríaco Hans Arch, o australiano Matt Hall e o húngaro Peter Besenyei.

Com este resultado, Bonhomme aumenta para 4 pontos a diferença sobre o 2º classificado, o austríaco Arch, que curiosamente também ficou em 2º lugar na corrida de hoje.

Sob o olhar atento de mais de 720.000 pessoas, Hannes Arch, o mais rápido na Super 8 (Meias-Finais), foi o primeiro a percorrer o traçado da Final. O austríaco fez um bom tempo (1m10s17cs) e colocou pressão nos outros pilotos.

O segundo a fazer a prova foi Peter Besenyei (o “pai” da Air Race Championship), que não evitou uma penalização no portão 2, ficando imediatamente de fora da luta pela vitória.

O rookie australiano Matt Hall foi o terceiro a percorrer o circuito aéreo, fazendo o tempo de 1m11s23cs, que na altura o colocava na 2ª posição.

Por fim, Bonhomme abordou o traçado a mais de 350 Km/hora e realizou as duas passagens pelos pórticos em “apenas” 1m09s23cs, tempo que lhe deu o primeiro lugar na Final e a consequente vitória na etapa.

Depois desta conquista, o inglês continua a liderar o campeonato, agora com 55 pontos, mais 4 que Hannes Arch (51 pontos) e mais 22 do que Matt Hall (33 pontos).

Fora da Final de hoje ficaram Mangold (5º), Dolder (6º), MacLean (7º), Chambliss (8º), Goulian (9º), Muroya (10º), Lamb (11º) e Ivanoff (12º).

Destaque ainda para a péssima posição do francês Goulian, que tinha vencido a etapa anterior em Budapeste, e para a “desilusão” chamada Ivanoff, que antes da prova no Porto ocupava a 3ª posição da classificação geral, sendo agora 5º com apenas 28 pontos.

Por último, refira-se que os norte-americanos Rakhmanin e McLeod não conseguiram qualificar-se e ficaram de fora da prova principal, assim como o inglês Glen Dell, que teve de desistir devido a problemas mecânicos.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: Rádio Renascença

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Red Bull Air Race World Championship: Paul Bonhomme e Hannes Arch discutem campeonato nos céus do Porto

Será já amanhã, Domingo, que a Fórmula 1 dos aviões visitará a cidade do Porto pela 3ª vez consecutiva, para a disputa de mais uma etapa do Red Bull Air Race World Championship.

A organização conta que estejam nas margens do Rio Douro mais de 90.000 pessoas, ansiosas por ver ao vivo um emocionante espectáculo aéreo.

A etapa Porto/Gaia, como é oficialmente chamada, será a penúltima da temporada de 2009, que já sobrevoou as cidades de Abu Dahbi (Emirados Árabes Unidos), Budapeste (Hungria), Toronto (Canadá) e Saint Louis (E.U.A.).

O actual líder da competição é o inglês Paul Bonhomme com 42 pontos, seguido de muito perto pelo austríaco Hannes Arch (41 pontos), que venceu a etapa portuguesa em 2008. Os dois grandes candidatos à conquista do campeonato revelaram ao jornal Público que estão “muito confiantes na vitória”, mas Bonhomme considera que “o mais importante é a consistência ao longo do campeonato”.

Amanhã, a partir das 13 horas, terá início o espectáculo de entretenimento, feito por experientes pilotos da Força Aérea Portuguesa, e uma hora depois começará o “prato forte” deste espectacular evento.

Para muitas pessoas, os pilotos que arriscam a própria vida dentro de um avião, fazendo piruetas e outras manobras arriscadas deve ser “autênticos loucos”, mas Luís Garcão, especialista em aviação desportiva refere que “primeiro, não há manobras arriscadas mas sim algumas tecnicamente mais exigentes; segundo, todas estes pilotos são experientes e de loucos não têm nada, pois treinam afincadamente para melhorarem as suas manobras, e só as realizam se estiveram 100% seguros”.

Segundo a mesma fonte, as manobras “mais básicas da Red Bull Air Race são a Faca e o Meio Oito Cubano”. A primeira manobra consiste em “colocar o avião num ângulo de 90 graus no exacto momento em que está a atravessar um pórtico assinalado a vermelho”, enquanto a segunda é muito utilizada para “posicionar o avião na direcção oposta, sendo um excelente método para ganhar ou diminuir a velocidade e a altitude”.

Mas os pilotos da Fórmula 1 dos aviões também utilizam outras manobras, como o já famoso Looping, que segundo Garção é uma das manobras “mais difícil de ser executada correctamente”; o Trevo, que consiste em fazer “quatro loopings desenhando uma figura geométrica semelhante a um trevo” e a Avalanche ou Looping Meio Invertido, que “não é mais do que um Looping com uma rotação de 360 graus no topo do mesmo”.

Luís Garção terminou as suas declarações dizendo que “todas as pessoas sonham em voar, porque quem já viu o Planeta de cima, nunca mais esquecerá esse momento”.

Jornalista: João Miguel Pereira

Foto: Rádio Renascença

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