Paris-Nice: Holandês Lars Bomm vence Prólogo e é o 1º Camisola Amarela da prova

O ciclista holandês Lars Boom (Rabobank) venceu esta tarde o Prólogo do Paris-Nice, 2ª prova do Protour 2010 (Taça do Mundo de Ciclismo de Estrada).

Bomm demorou 10 minutos e 56 segundos para cumprir o percurso de 8 km, tendo ficado à frente dos consagrados Jans Voigt (Saxo Bank), Levi Leipheimer (Radioshack) e Alberto Contador (Astana).

O português Tiago Machado (Radioshack) terminou na 23ª posição, a 26 segundos do holandês da Rabobank.

Amanhã corre-se a 1ª Etapa em linha, entre as cidades francesas de Saint-Arnould-En-Yvelines e Contres, na distância de 201,5 Km.

Classificação do Prólogo:

1º Lars Boom (Holanda/Rabobank) – 10m56s
Jens Voigt (Alemanha/Saxo Bank) – 10m59s
Levi Leipheimer (EUA/Radioshack) – 11m02s
Alberto Contador (Espanha/Astana) – 11m03s
Peter Sagan (Eslováquia/Liquigás) – 11m06s
Xavier Tondo (Espanha/Cerveló) – 11m07s
David Millar (Grã-Bretanha/Garmin) – 11m08s
Luís Leon Sanchez (Espanha/Caisse d’Espargne) – 11m09s
Roman Kreuziger (Rep. Checa/Liquigás) – 11m10s
10º Samuel Sanchez (Espanha/Euskaltel) – 11m11s
(…)
23º Tiago Machado (Portugal/RadioShack) – 11m22s
(…)

Jornalista: João Miguel Pereira

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Ciclismo: MP acusa formalmente Manuel Zeferino e Marcos Maynar da co-autoria de 16 crimes relacionados com doping

O ex-director desportivo e o ex-médico da antiga equipa de ciclismo Maia LA-MSS (Manuel Zeferino e Marcos Maynar) foram esta manhã formalmente acusados da co-autoria de 16 crimes relacionados com a administração de substâncias dopantes.

O Ministério Público (MP) analisou cuidadosamente todos os documentos que foram enviados pela Polícia Judiciária (PJ) e decidiu levar os dois ex-elementos da Maia LA-MSS “à barra do tribunal”.

Apesar de contactados por vários jornalistas, Zeferino e Maynar não quiseram comentar o caso, dizendo apenas que estão “de consciência limpa” e que o caso “está nas mãos de um grupo de advogados contratados para analisarem os documentos enviados ao MP”.

Recorde-se, que a PJ revelou recentemente ter encontrado nos escritórios e nas casas particulares de alguns ex-ciclistas da equipa, substâncias que, segundo vários peritos, só poderiam ser usadas para fins de doping, pois “pessoas saudáveis, que fazem desporto de alta competição, não precisam de ser tratadas com essas fortes substâncias”.

Segundo os mesmos investigadores científicos, “as substâncias encontradas [Aranesp e o Neorecormon] servem apenas para tratar pessoas que tenham anemias muito graves, causadas por insuficiência renal grave ou por sessões de quimioterapia”.

Lance Armestrong, acusado muitas vezes de correr dopado, disse na sua página do Twitter que já tinha utilizado essas substâncias, mas apenas quando estava a ser tratado a um cancro nos testículos, “devido a uma anemia provocada pela quimioterapia e radioterapia”.

O ciclista adiantou que “esses medicamentos são apenas usados para os tratamentos referidos, e que ninguém que não sofra de cancro ou de problemas renais, precisa dessas substâncias”.

Armstrong disse ainda que as pessoas não podem pensar que “um tipo a fazer quimio ou radioterapia pensa em competir”, pois esses tratamentos “são tão dolorosos e cansativos, que uma pessoa fica de rastos e só pensa em deitar-se numa cama e descansar bastantes horas seguidas”.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Ciclismo: PJ encerra investigações do “caso Maia LA-MSS”

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta manhã que as investigações à equipa de ciclismo Maia LA-MSS foram encerradas.

Recorde-se, que há poucas semanas a PJ chegou a desmantelar um esquema de doping relacionado com esta equipa, enviando para o Ministério Público “relatórios explosivos”.

Depois de encerradas as investigações, cabe agora ao DIAP (Departamento de Investigação e Acção Penal) acusar (ou não) Manuel Zeferino e Marcos Maynar de corrupção desportiva e corrupção de substância medicinais.

O ex-director desportivo e o ex-médico da Maia LA-MSS também poderiam vir a ser acusados de homicídio involuntário, mas a Unidade de Combate à Corrupção e a Brigada de Homicídios da PJ disseram que não se podia provar que a morte de Bruno Neves durante uma prova velocipédica tivesse sido causada por uma administração de substâncias dopantes.

No ano passado, em declarações ao Diário de Notícias, Zeferino revelou que os investigadores da PJ e do CNAD (Conselho Nacional de Antidopagem), depois de feitas algumas rusgas às instalações do clube e às casas particulares dos membros da equipa, encontrou apenas “alguns medicamentos normais”, o que contradiz o relatório apresentado agora pela polícia, que refere que foram encontrados “medicamentos com substâncias dopantes, material destinado a auto-transfusões sanguíneas e instrumentos de uso clínico, nomeadamente seringas”.

Tais medicamentos e instrumentos foram recentemente mostrados à comunicação social e, apesar da PJ ter escondido os nomes e marcas dos fármacos, foi possível ver que o Aranesp e o Neorecormon estavam entre as substância apreendidas.

Robin Parisotto, perito internacional no combate à dopagem sanguínea, explicou ao Diário de Notícias que “o único propósito desses fármacos numa competição desportiva é manipular o sangue, de modo a aumentar a capacidade de transporte de oxigénio e melhorar a resistência física.”

Parisotto disse ainda que o Aranesp e o Neorecormon “não são medicamentos normais, porque apenas são usados nos hospitais e em doentes de tenham anemias graves, causadas por insuficiência renal ou pelas sessões de quimioterapia”, acrescentando que “ninguém consegue fazer desporto de alta competição com este tipo de doenças”.

O mesmo perito avança ainda que “o uso normal de Aranesp e Neorecormon é incompatível com a actividade desportiva de alto nível”; por isso, “pode-se considerar que a utilização destes medicamentos num clube desportivo só tem um propósito: dopar os atletas”.

O director clínico da Eurodial (Centro de Nefrologia e Diálise de Leiria), Cândido Ferreira, partilha da mesma opinião: “As pessoas que praticam desporto de alta competição não precisam de EPO [substância activa do Aranesp e Neorecormon]. Portanto, qualquer administração dessa substância num atleta, tem apenas o objectivo de fortalecer esse competidor, falseado por completo a verdade desportiva”.

Jornalista: João Miguel Pereira

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Ciclismo: Cientista dinamarquês revela que Armstrong pode ter “corrido o Tour sob o efeito de substâncias dopantes”

Depois do ciclista Lance Armstrong ter sido acusado de doping por dirigentes e jornalistas franceses, Jakob Morkenberg, investigador científico dinamarquês, também revelou hoje à televisão DR que o norte-americano “pode ter corrido o Tour sob o efeito de substâncias ilícitas”.


O cientista analisou os padrões sanguíneos do ciclista, publicados na Internet, durante a Volta à França e detectou “uma anomalia curiosa”.

Morkenberg, médico e analista no Hospital Bispebjerg, disse ainda que “os valores sanguíneos do atleta são praticamente os mesmos do início ao fim do Tour, contrariamente ao que costuma acontecer. Todos nós [cientistas] sabemos que o exercício físico intenso provoca um decréscimo dos valores sanguíneos e, durante o Tour, os valores de Armstrong mantiveram-se quase inalteráveis, o que é muito estranho”.

Mais à frente, o investigador revelou que “durante o Giro, o hematócrito [percentagem de glóbulos vermelhos] de Armstrong desceu de 43% para 38,2%; o mesmo acontecendo à hemoglobina [proteína que "agarra" o oxigénio nos pulmões e o "liberta" nas células] que baixou de 14,8% para 13%. No Tour, aconteceu exactamente o contrário, ou seja, Armstrong começou com um hematócrito de 42,8%, passando a ter 43% a meio da corrida e 43,1% na última etapa. Em termos de hemoglobina, passou-se exactamente a mesma coisa, tendo 14,3% no início, 14,4% no meio e 14,5% no final da prova”.

Quando confrontado com a pergunta sobre o “arriscar” de Armstrong, especialmente depois deste dizer que queria “vencer o Tour sem qualquer suspeita” e aprovar “sem qualquer tipo de reservas”, o passaporte biológico (método indirecto de detecção de doping), Morkeberg respondeu dizendo que “a diarreia e a desidratação podem provocar desvios nos padrões sanguíneos, mas nós não vimos Armstrong queixar-se disso. Eu não estou a dizer que o ciclista se dopou, só estou a dizer que actualmente as transfusões sanguíneas do próprio atleta são um método de doping muito atractivo e quase infalível, pois não há maneira de o detectar”.

Já o francês Gerad Dine, hematólogo e especialista na luta contra o doping, não é tão incisivo como o seu colega de profissão dinamarquês.

Ao site 20 minutes, Dine revelou que “a única coisa que se pode dizer é que os resultados das análises que fizemos aos padrões sanguíneos de Armstrong são muito curiosos. Mas é preciso ir mais longe para ver se houve ou não doping; temos que saber em que momento é que foram tiradas as análises, quem as pôs na Internet, quanto tempo passou entre a recolha e a análise do sangue e muitas outras coisas, pois podemos estar perante um caso de doping ou à frente de coisa nenhuma”.

Dine disse ainda que “normalmente, em termos fisiológicos, o hematócrito e a hemoglobina baixam progressivamente ao longo de uma prova ciclística, mas também podem aumentar devido a desidratação, problemas renais, perda importante de líquido por via urinária ou digestiva, como por exemplo, vómitos, ou até uma manipulação dos valores por parte de quem os pôs na Internet. No meio de tudo isto uma coisa é certa: os valores do padrão sanguíneo de Armstrong, apresentados no site deste, não são normais”.

O cientista francês afirmou também que os dados hematológicos do ciclista americano “não são uma prova de doping, mas sim “uma anomalia curiosa, dificilmente explicável do ponto de vista fisiológico, o que pode levar as suspeições graves”.

Dine concluiu dizendo que, ao contrário do que tem sido noticiado na imprensa americana, “Morkeberg não é um cientista louco, é um hematólogo competente, licenciado pela melhor escola dinamarquesa de hematologia e que analisa problemas de doping com EPO e transfusões sanguíneas há muito tempo”.

Lance Armstrong também já reagiu às acusações escrevendo apenas na sua página do Twitter a frase “How do I say f*** in Danish?” (Como é que se diz f**** em dinamarquês?).

Jornalista: João Miguel Pereira

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Volta a Portugal: últimas etapas podem decidir vencedor

É já amanhã que começa a 71ª Edição da prova velocipédica mais importante de Portugal: a Volta. Após 12 anos de ausência, Lisboa regressa ao percurso da competição ciclística, mas o Alentejo e o Algarve ficam de fora, algo que não acontecia desde 2005.

Além disso, a edição deste ano não será muito diferente das anteriores: o último dia está reservado para o contra-relógio em Viseu e o penúltimo para a subida ao alto da Serra da Estrela.

As subidas do Monte Farinha (Srª da Graça) e do Monte da Nossa Senhora da Assunção (Santo Tirso) também marcam presença nesta 71ª Volta.

Depois do Prólogo (2,4 Km) em Lisboa, os ciclistas terão que enfrentar a etapa mais longa desta edição. Serão 228 Km entre Caldas da Rainha e Castelo Branco com as tradicionais 2 metas volantes, em Alpiarça e Nisa, e as duas contagens de montanha, em Vila Velha de Ródão e Alto da Atalaia, ambas de 3ª categoria.

No Sábado, depois da passagem por Guarda, o pelotão cumpre a 3ª Etapa entre Fundão e Gouveia (164 Km), com duas subidas complicadas: uma, até às Penhas Douradas (contagem de montanha de 1ª Categoria), e outra, de 3ª categoria, já na parte final da etapa.

Um dia depois, nova dificuldade, pois os ciclistas terão que subir o pequeno, mas íngreme, Monte Farinha, para poderem continuar a sonhar com o pódio final.

Depois do dia de descanso (dia 10) e até 14 de Agosto, as etapas serão relativamente fáceis, havendo apenas duas pequenas dificuldades na Serra da Cabreira e no Alto do Monte da Nossa Senhora da Assunção.

Por fim, as duas últimas tiradas serão importantíssimas para se apurar o vencedor, pois constituem as verdadeiras “provas de fogo” desta Volta: a subida à Torre e o contra-relógio em Viseu.

Jornalista: João Miguel Pereira

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